• Primeiro o calouro tem que passar por uma porção de veteranos pegando no pé, o que já denota uma chateação;
• Depois de fazer a matrícula, ele é meio que obrigado a pegar o Manual do Bixo e uma camiseta;
• Ali recebe seu apelido, o qual é escrito em sua testa e gravado num crachá, que deve ser carregado até que ele receba o chapéu. Ele pode também ter o seu corpo pintado e o seu cabelo raspado;
• Naquele momento, ele já é convidado a participar de churrascos e visitas a algumas repúblicas, nas quais, provavelmente, ele já começa a levar trotes menos violentos.
Como recebemos o chapéu
• O chapéu é recebido após uma cerimônia de apresentação de algumas instituições da Esalq como: a atlética, o conselho de repúblicas, etc;
• O calouro recebe seu chapéu, conforme o seu curso, no qual é gravado o seu apelido, e é orientado a conquistar o maior número possível de assinaturas no chapéu, pois elas denotam ‘esperteza, quantidade de pessoas conhecidas e a simpatia’ do calouro (na verdade, as assinaturas denotam a submissão e uma maior inclusão do calouro no sistema).
Procedimento para apresentação e recebimento de assinatura
• O veterano se aproxima do calouro, quase sempre, chamando-o de escroto, e pergunta a ele se quer ter a ‘honra’ de conhecer seu doutor;
• Caso aceite, o calouro dá a sua mão ao veterano, ajoelha-se e começa a se apresentar;
• O calouro diz: eu bicho: escroto, idiota, mané... (ele deve pronunciar 5 adjetivos com conotação negativa e, muitas vezes, é pedido que estes adjetivos se iniciem com a mesma letra) tenho o imenso prazer de conhecer o doutor:.. (outra vez, ele deve pronunciar 5 adjetivos, desta vez positivos, iniciados ou não com a mesma letra, depende do que é pedido) e então o veterano pergunta: o prazer? O bicho responde: é meu, doutor. Por fim o veterano diz: e só seu! Ou todo seu!;
Vale salientar que, nessa época, é grande o número de alunos ingressantes cujos joelhos ficam totalmente roxos, o que pode ser facilmente visualizado” (Aluno da Esalq-USP)